A hipertensão arterial é uma condição comum durante a gravidez, afetando entre 5% e 10% das gestantes no mundo. Ela pode ser classificada em quatro tipos principais: pré-eclâmpsia/eclâmpsia, hipertensão gestacional, hipertensão crônica e hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta.
A pré-eclâmpsia, por exemplo, ocorre após 20 semanas de gestação em mulheres que antes tinham pressão normal, geralmente acompanhada de proteinúria. Já a hipertensão crônica é identificada antes da 20ª semana e pode persistir após o parto.
Essa condição é a principal causa de complicações graves para a mãe e o bebê. Mulheres que tiveram pré-eclâmpsia, por exemplo, têm 71% mais risco de doenças cardiovasculares futuras.
O tratamento é seguro e inclui medicamentos como metildopa, labetalol e nifedipina. Porém, remédios como IECA (ex: captopril, enalapril) e BRA (ex: losartana, candesartana, valsartana) devem ser evitados devido a riscos para o feto. Além disso, o controle da pressão no pós-parto é essencial, especialmente para mulheres com histórico de pré-eclâmpsia.
Acompanhamento médico é fundamental para garantir a saúde de mãe e bebê. Converse com seu cardiologista e obstetra!

